sábado, 7 de janeiro de 2012

Adestramento de cães (Parte 2)

 A parte básica do adestramento é muito importante por isso leia com atenção!
1 ª- Aprendizagem básica:

Ter um cãozinho pode ser um prazer com tanto que você  o respeite, e o ensine corretamente a
poder integrar-se na estrutura social da comunidade em que vive.  Todo o amigo   dos cães quer vivam  na   cidade,   quer   no   campo,   reconhecem   hoje   em   dia   a   necessidade   de   ensinar   o   cão   a conformar-se com um determinado código de comportamento, tente dosar isso para não prejudicar
“seu”   cãozinho,  de   boas   condições   de   vida   ao   animal:  Cães   ensinados   para   desempenharem
funções   específicas,   tais   como  os   cães  policiais,  cães   guias,  cães   de   guarda;  (existem   escolas
especiais onde se ensinam os cães). Não vale a pena mandar ensinar, numa destas escolas, um cão
cujas funções consistem em fazer companhia a você ou seus filhos, mas tendo um cãozinho nos
queremos que ele seja asseado dentro de casa, obedeça ao dono, acorrendo quando é chamado,
saiba   andar com  juízo pela guia,  e possa ser convenientemente controlado   quando é   solto   num
parque ou no campo. Em suma, desejamos que nosso cãozinho seja um companheiro agradável e
de toda a confiança para os membros da família.O dono de um cãozinho é responsável pelo comportamento do animal para com outros seres humanos, adultos ou crianças, para com outros animais domésticos e também pelo seu comportamento na rua, no meio do tráfego. Um cão mal
comportado e mal ensinado pode causar danos, prejuízo, multas e processos a seu dono, no campo
ou em casa, obrigando o seu dono a pagar grandes valores como pena pelo mau comportamento
do animal.

Um outro aspecto importante no que a este ponto se refere é o de que um  cão bem ensinado é
muito mais bem tratado do que aquele que não foi. Não pode haver entendimento entre o animal e
o dono se o cão não tiver sido ensinado. A proposta deste manual é indicar como se pode ensinar
a um cão, destinado a desempenhar as funções de companheiro e amigo do dono, as coisas que
este   entende    que   o  animal    tem   de   aprender,   levando-o    a  se   comportar    e  ser   sempre    um
companheiro agradável, e não um incomodo para o seu dono.

Antes de abordarmos os métodos de ensino dos vários exercícios, é indispensável dizer alguma
coisa sobre a mente do cão, suas limitações e funcionamento. O princípio mais importante que o
dono de um cão terá de aprender antes de começar a ensinar o animal é o de que este não é dotado
de uma inteligência humana nem tão pouco de um sentido moral. O cão é incapaz de raciocinar da
mesma   forma   que   o   homem.   Só   pode   aprender   por   associação   de   idéias.   Por   vezes,   um   dono muito afeiçoado ao seu cão diz que o animal percebe tudo o que se lhe diz. Não é verdade. Um
cão é incapaz de compreender qualquer palavra. Se, por vezes, parece fazê-lo, é porque associou
determinado   som   a   determinado   movimento   ou  ação.   Pode   também   aprender   a   associar   uma
experiência, agradável ou desagradável, a um determinado som ou expressão gestual como, por
exemplo, um sinal de mão. Pode portando ensinar ao seu cão a sentar-se quando lhe diz a palavra
SENTA,   mas   pode   igualmente   ensiná-lo   a   sentar-se   quando   lhe   diz  DE   PÉ  ou  CORRE,   ou
quando emite qualquer outro som, vocal ou não vocal. É, pois indispensável recorrer a um número
mínimo de palavras quando se ensina o cão, e dizer sempre a mesma palavra para dar a mesma
ordem. As ordens devem também ser dada de forma clara e incisiva. 
Não force nunca a inteligência do seu cão, para mais ou para menos. Um cão não é estúpido ou
desobediente por natureza. Deve partir do princípio de que o seu cão deseja agradar-lhe, e não se
esqueça de que um ensino bem sucedido tem de ser baseado na confiança e na afeição mútua. O
cão tem boa memória, mas a sua inteligência é limitada. Não se pode esperar que o animal adapte
o seu comportamento ao humor do dono. Tente, portanto manter a maior uniformidade possível
quando educar  o seu cão e tenha cuidado para não acabar por o ensinar a comportar-se de uma
maneira   que   mais   tarde   lhe   possa   causar   aborrecimentos.   Por   Exemplo,   é   engraçado   ver   um
cachorro morder e puxar com os dentes, um objeto que o dono segura na mão, e se no entusiasmo
da   brincadeira,   o   animal   ladra   e   se   atira   ao   dono,   este   pode   achar   que   esse   comportamento   é
também engraçado. Mas se o cão continuar com essas brincadeiras à medida que for crescendo,
pode   tornar-se   violento   e   destrutivo,   ou   até   feroz,   e   será   muito   difícil   tirar-lhe   mais   tarde   um
hábito que o dono inicialmente encorajou.

Nunca ralhe com um cão nem o castigue quando faz algum disparate ou quando não obedece a
uma ordem. Verifique bem se o cão sabe realmente aquilo que você quer que ele faça. Se o cão
não se comporta da forma que você pretende, é talvez porque não compreendeu o significado da
sua ordem ou porque não estabeleceu ainda uma associação clara entre essa ordem e a ação que a
mesma pretende induzir. Não grite com o cão nem perca a calma, por mais irritante que o animal
lhe pareça. A bondade e a paciência são indispensáveis em qualquer ensino bem sucedido. Nem
todos os cães aprendem com a mesma facilidade a obedecer às ordens do seu treinador. Algumas
raças aprendem certos exercícios com muito mais facilidade que outras, e há também diferenças
individuais entre os cães, mas, seja como for, o ensino deve ser começado o mais cedo possível na
vida do cãozinho. No entanto um cão novo aprenda com muito mais facilidade que um cão adulto,
é   possível   ensinar   a   qualquer   cão   os   exercícios   simples   descritos   nas   páginas   que   se   seguem,desde que o treinador seja paciente e compreensivo.O cão nunca é velho demais para aprender e
nem o dono.
Um cão ensinado com paciência e a necessária firmeza obedecerão melhor às ordens do dono, do
que um cão ensinado com aspereza, como dará mostras em  seu comportamento de fazer aquilo
que  lhe   foi   ensinado.  Se   ensinar   o   seu   cão   a   obedecer  às  ordens   dadas   em   voz   baixa,   poderá
somente em caso de emergência atrair a atenção do animal levantando a voz,  quando o cão der
mostras de estar preste a sucumbir à tentação de ignorar o que lhe foi ensinado; mas se der todas
as suas ordens em voz muito alta ou aos gritos, o cão vai se habituar  a esse tom de voz e será
impossível chamar a atenção do animal no caso dele tentar fugir. O tom de voz usado no ensino
do cão é muito importante. Como já dissemos o cão não compreende o significado das palavras.
Age em conseqüência de uma associação de idéias evocada por determinado som, e o tom de voz
em que a palavra é pronunciada terá para ele, muito mais significado que a palavra propriamente
dita.

Um dos princípios   básicos   do   treino   do   cão  consiste  em   levar   este   a   associar   a   obediência   às
ordens do dono com um prazer, e a desobediência a um desprazer. O que significa, que devemos
recompensar quando faz uma coisa que aprovamos e que devemos ralhar com ele ou castigá-lo
(não bata no animal), quando faz algo que não aprovamos. O êxito de todo o ensino depende da
administração   da   recompensa   e   do   castigo   adequados   no   momento   exato,   variando   em   certa
medida   essa   recompensa   e   esse   castigo   em   função   do   temperamento   do   animal   que   está   sendo
ensinado. Este último aspecto é muito importante. Um castigo (tente descobrir o que ele não gosta
pode   ser   o   bater   de   um   jornal   no   chão  ou   seu   tom   de   voz   quando   está   irritado  ou   descontente
sempre com muita firmeza, mas não grite).

O objetivo da recompensa oferecida a um cão, que faz aquilo que o dono quer, é lhe dar prazer
associando, portanto   na   mente   do   animal   a   execução   de   determinada  ação   a   uma   experiência
agradável. Pouco importa portando o tipo de recompensa escolhido.

Nos primeiros estágios de aprendizagem pode recompensar o cão oferecendo-lhe guloseimas ou
bocados de comida particularmente saborosos, mas, mais tarde, não convém recorrer a esse tipo
de recompensa. Um cão que obedece ao dono só para apanhar um bocado de biscoito, de bolo ou
de carne não é um cão verdadeiramente obediente. Assim que passa a haver afeição entre o cão e
o   dono,   o   animal   apreciará   tanto   uma   palavra   de   elogio   ou uma  guloseima,   e   essa   recompensa
será,   portanto  suficiente   quando   o   cão  obedecer  a   uma   ordem.  Deve,  porém   dizer           sempre   as
mesmas   palavras   ou   a   mesma   frase   quando   elogia   o   seu  cão,   pois   o   animal   passará   a   associar
essas palavras e o tom em que as profere a um elogio, sentindo-se recompensado quando as ouvir
depois de ter obedecido a uma ordem. Deve guardar essas palavras de elogio exclusivamente para
as   ocasiões   em   que   quer recompensar   o   cão,   e   nunca   as   proferir   em   ocasiões   em   que   não   têm
nenhum   significado   especial.   Se  fizer,   a   frase   deixará   de   ter  significado   quando   for  usar   para
recompensar o bom comportamento do animal, (ex: Bom Garoto).
 As sessões de aprendizagem não devem ser longas, sobretudo se está ensinando um cãozinho que
se encontra, nos primeiros estádios da aprendizagem. Assim que o animal der  mostras de estar
distraído,    aborrecido     ou   farto,  suspenda     a sessão.     Um    cão   que,   em   determinada      altura,  se comporta de um modo aparentemente estúpido ou teimoso pode estar apenas aborrecido ou com
fome e, mesmo que obedeça às suas ordens, fará contrariado ou sem qualquer prazer. Nunca deixe
passar   uma   oportunidade   de  recompensar  o   seu   cão,   mesmo   que   as   tentativas   que   ele   faz   para obedecer às suas ordens não sejam bem sucedidas. Procure sempre aprimorar o seu tom de voz ao
elogiar o animal, evitando por outro lado o castigo. Nunca deve dar uma palmada a um cachorro,
nem bater num cão com um pau ou qualquer outro instrumento. Se o  fizer você perderá muito
provavelmente   a   confiança   e   o   respeito   do  animal.   Um   animal   sensível   assim   maltratado   pode
tornar-se covarde ou agressivo, ao passo que um cão mais ousado tentará provavelmente tentara te
atacar ou se tornará vingativo, instável ou feroz.
E finalmente deve empregar todos os meios ao seu alcance para levar o seu cão a considerar as
sessões de treino como uma brincadeira e possa interromper sempre que ele queira. Alguns cães
executam determinados exercícios com mais facilidade que outros, e convém, portanto observe as
reações e o comportamento do seu cão, o exercício que mais lhe desagrada na aprendizagem. Não
tente   obrigá-lo   executar    ações    que   lhe  desagrada.     Será  preferível    reduzir   o  tempo    da  lição
dedicado à aprendizagem desse exercício e encorajar o cão, falando-lhe em tom amigável  (não
force o animal); não se esqueça nunca de recompensá-lo sempre que ele faça ou tente fazer o que
lhe é exigido. Se o treinador for paciente e encorajar suficientemente o cão, acabará por ser bem
sucedido, inclusive nesses aspectos mais difíceis da aprendizagem.  

Fonte:EBOOK ADESTRAMENTO DE CÃES

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